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Esclerose múltipla mata?

  • Foto do escritor: Ariely Teotonio Borges
    Ariely Teotonio Borges
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Receber o diagnóstico de esclerose múltipla (EM) é algo que assusta. Não é raro que a primeira pergunta que surja seja: “essa doença mata?”

A resposta é mais complexa do que um simples sim ou não. A esclerose múltipla não é considerada uma doença fatal por si só, mas pode levar a complicações sérias ao longo dos anos se não for bem controlada. Neste texto, explico os riscos reais, como a doença evolui e por que o acompanhamento com neurologista é fundamental.

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, especialmente o cérebro e a medula espinhal. O sistema imunológico ataca a bainha de mielina, que é a camada protetora dos neurônios. Isso prejudica a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.

Os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

  • Fadiga intensa

  • Dormência ou formigamento

  • Alterações visuais

  • Dificuldade para andar

  • Espasmos musculares

  • Problemas de memória e concentração

A doença pode ter fases de surtos com recuperação parcial ou completa, ou evoluir de forma progressiva.

Esclerose múltipla reduz a expectativa de vida?

Sim, mas de forma discreta. Estudos mostram que a expectativa de vida de quem tem EM é reduzida em cerca de 7 a 14 anos, em média, em comparação com a população geral. No entanto, esse dado precisa ser contextualizado.

A grande maioria dos pacientes com EM vive muitas décadas após o diagnóstico, especialmente com o tratamento adequado.

Nos últimos anos, os avanços nos medicamentos modificadores da doença e no cuidado multidisciplinar aumentaram muito a qualidade e o tempo de vida das pessoas com EM.

O que pode levar à morte em pacientes com esclerose múltipla?

A EM em si raramente é a causa direta da morte. O risco maior está nas complicações decorrentes da progressão da doença, especialmente em estágios mais avançados.

Algumas causas indiretas incluem:

  • Infecções respiratórias ou urinárias recorrentes

  • Pneumonia por aspiração (em casos com disfagia)

  • Complicações por imobilidade prolongada (como trombose ou úlceras de pressão)

  • Infecções oportunistas associadas à imunossupressão (em alguns tratamentos)

Além disso, o impacto psicológico da doença pode aumentar o risco de depressão grave e, em casos extremos, suicídio. O que reforça a importância do acompanhamento psicológico.

esclerose multipla mata?

Como aumentar a expectativa e a qualidade de vida?

O primeiro passo é iniciar o tratamento precoce com medicamentos modificadores da doença. Eles não curam, mas ajudam a reduzir surtos, retardar a progressão e prevenir sequelas.

Outras estratégias importantes incluem:

  • Fisioterapia e terapia ocupacional

  • Cuidado com a saúde mental

  • Atividade física adaptada

  • Nutrição adequada

  • Vacinação em dia

  • Evitar infecções e manter vigilância constante de sintomas novos

O acompanhamento com neurologista especializado é o que faz a diferença entre viver apenas com a doença e viver com qualidade apesar dela.


Sou Dra. Ariely Teotonio Borges, médica neurologista, e trabalho junto com cada um dos meus pacientes, utilizando estratégias que os ajudem a melhorar sua rotina e qualidade de vida.



Fontes:

  • National Multiple Sclerosis Society.

  • UpToDate – Overview of the prognosis of multiple sclerosis

  • Compston A, Coles A. Multiple sclerosis. Lancet. 2008

  • Scalfari A, et al. Long-term mortality in multiple sclerosis: a review. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2010

  • European Academy of Neurology Guidelines for MS

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Razão Social: ATB SERVICOS MEDICOS LTDA

Responsável Técnico:
Dra Ariely Teotonio Borges - CRM 8262MT

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