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DBS no Parkinson: para quem é indicado e como funciona

  • Foto do escritor: Ariely Teotonio Borges
    Ariely Teotonio Borges
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Quando a medicação para Parkinson começa a perder efeito, ou os efeitos colaterais ficam mais difíceis de controlar, é comum o neurologista mencionar o DBS (estimulação cerebral profunda).

Mas o que exatamente é esse procedimento? E ele é indicado para todo mundo com Parkinson?

Neste texto, você vai entender o que é o DBS, para quem ele realmente é indicado, como é feita a avaliação antes da cirurgia e o que muda na rotina depois dela.

O que é o DBS?

DBS é a sigla para Deep Brain Stimulation, ou estimulação cerebral profunda. É um procedimento cirúrgico em que eletrodos são implantados em áreas específicas do cérebro ligadas ao controle do movimento. Esses eletrodos são conectados a um gerador (parecido com um marcapasso), que envia estímulos elétricos capazes de modular a atividade anormal responsável pelos sintomas motores do Parkinson.

Importante: o DBS não cura o Parkinson nem interrompe sua progressão, mas pode reduzir significativamente sintomas como tremor, rigidez e as flutuações causadas pela medicação.

DBS no Parkinson: para quem é indicado?

O DBS não é indicado para todos os pacientes com Parkinson. De forma geral, costuma ser considerado quando:

  • A medicação já não controla bem os sintomas motores, mesmo otimizada

  • Há flutuações motoras importantes (períodos de melhora e piora ao longo do dia, relacionados ao efeito da medicação)

  • Existem discinesias (movimentos involuntários) incapacitantes causadas pelo tratamento medicamentoso

  • O paciente ainda responde bem à levodopa (isso é um critério importante de seleção)

  • Não há comprometimento cognitivo significativo nem quadros psiquiátricos graves não controlados

Pacientes com tremor predominante e de difícil controle medicamentoso também costumam ser bons candidatos.

Como é feita a avaliação antes do procedimento

A indicação do DBS não é feita de forma isolada, envolve uma avaliação multidisciplinar cuidadosa, que costuma incluir:

  • Avaliação neurológica detalhada, incluindo o chamado "teste de resposta à levodopa"

  • Avaliação neuropsicológica, para checar memória, atenção e humor

  • Exames de imagem cerebral

  • Discussão em equipe (neurologista, neurocirurgião e, muitas vezes, psiquiatra ou neuropsicólogo) sobre riscos e benefícios individuais

Esse processo existe justamente para garantir que o procedimento seja indicado para quem realmente vai se beneficiar dele.

DBS instalado em pacinete com doença de Parkinson

O que muda na rotina depois do DBS

Depois do implante, o acompanhamento continua sendo essencial:

  • A programação do dispositivo é ajustada ao longo do tempo, em consultas específicas para isso

  • A medicação geralmente é mantida, mas em doses menores

  • Os sintomas motores (tremor, rigidez, discinesias) costumam melhorar de forma expressiva

  • Sintomas não motores (sono, humor, constipação, por exemplo) podem continuar precisando de manejo específico, já que o DBS atua principalmente sobre os sintomas motores

O DBS é uma ferramenta poderosa no tratamento do Parkinson, mas funciona melhor como parte de um acompanhamento contínuo, não como um procedimento pontual que "resolve" a doença.


Sou Dra. Ariely Teotonio Borges, médica neurologista com fellowship em Distúrbios do Movimento e Toxina Botulínica, e faço a indicação e o acompanhamento de pacientes elegíveis para DBS, incluindo a programação do dispositivo ao longo do tratamento.



Fontes

  • Parkinson's Foundation — Deep Brain Stimulation

  • International Parkinson and Movement Disorder Society (MDS)

  • National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS)

  • Mayo Clinic — Deep brain stimulation

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CNPJ: 37.015.970/0001-70

Razão Social: ATB SERVICOS MEDICOS LTDA

Responsável Técnico:
Dra Ariely Teotonio Borges - CRM 8262MT

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